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  • Post por // junho 3, 2014

    Conheça a trajetória deste grande jornalista e fundador da escola SpeedMaster, que se especializou no universo duas rodas e faz muito mais pelo segmento quando o quesito é segurança. 

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    Foto: arquivo pessoal / divulgação


    A personalidade do mês do MMB dispensa apresentações. Geraldo Tite Simões é o “cara” e entende de motos como ninguém. Jornalista, atuou por mais de 20 anos como piloto de testes para as principais publicações especializadas no Brasil. Desde 1999, ele fundou a SpeedMaster, uma escola de pilotagem voltada à formação de motociclistas.
    Trajetória – Paulistano e já com 55 anos de experiência de vida, é dono de uma Dafra Citycom 300i, mas de pista, a favorita é uma “Hondinha” CBR 660RR. Tudo em sua trajetória foi por acaso, mas ainda bem que bons caminhos já estavam reservados para essa fera desde cedo. “A moto entrou por acaso na minha vida aos 12 anos de idade, quando meu pai comprou uma Suzuki 50cc para o meu irmão. Aprendi a pilotar e não parei mais. O jornalismo também foi por acaso, eu estudava administração de empresas quando conheci um grupo de fotógrafos, em 1977. Comecei a fotografar corridas de carro e moto e acabei largando a administração pra fazer jornalismo. Ou seja, minha vida é uma mera casualidade”, lembra.
    Como não podia ser diferente, para Tite se tornar pilotos de testes também foi mera casualidade. “Sim, foi outro acaso (risos). Eu trabalhava em uma revista da Honda chamada Clube Honda e o editor da revista Duas Rodas leu uma avaliação que fiz de uma Honda Turuna 125, me pediu para fazer um teste pra revista e não parei mais. Meu primeiro teste foi de uma Yamaha RX 180 e me senti bem à vontade, porque nessa idade (21 anos) eu já pilotava há quase 10 anos, tinha oficina em casa e conhecia moto profundamente. Eu lia revistas estrangeiras de moto antes mesmo de existir as brasileiras. No começo eu imitava os jornalistas italianos e escrevia textos quilométricos, para desespero do meu editor.” E Tite deve ter tido muitos editores desesperados. Ele já trabalhou para quase todas as revistas de moto e carro do País, sendo a Duas Rodas e a extinta Motoshow as que ele mais atuou. Hoje, ele escreve para o seu blog, Mototite, além do Webmotors e a revista Cycle World.
    Foto: arquivo pessoal / divulgação

    Foto: arquivo pessoal / divulgação


    Mobilidade x Segurança – Tite é bem crítico quando o assunto é a questão de mobilidade brasileira atual, principalmente no quesito duas rodas versus segurança. “Eita! A resposta para isso é comprida demais. Basicamente se resume a 60 anos de incentivo Estatal à indústria automobilística, promovendo a venda de carros e caminhões, e zero investimento em transporte público. Hoje temos carros supermodernos e transporte coletivo do século retrasado. A falta de investimento em transporte público causou um caos no trânsito das grandes cidades e que não terá solução nos próximos 100 anos, porque o crescimento da malha metro e rodoviária não acompanha o crescimento populacional das cidades. Além de caos na mobilidade, isso trouxe um elevado número de acidentes em todo o Brasil. Hoje o meio de transporte motorizado mais barato é a moto. Pode-se comprar uma moto com R$ 50,00 por mês. Mas esses neo-motociclistas não são capacitados e o resultado é uma carnificina que está virando problema de saúde pública. Mais uma vez, por falta do papel do Estado, que não investiu na formação e na fiscalização dessa nova modalidade de transporte”, explica o jornalista.
    SpeedMaster – Essa realidade o incomodava, até que em 1997 ele embarcou para os Estados Unidos para fazer um curso de pilotagem. Inconformado, percebeu que as motos esportivas eram pilotadas aqui sem muito conhecimento. Tite se aprofundou, buscou informações em cursos na França e na Itália e desenvolveu sua própria didática, voltada para o uso da moto como um meio de transporte pessoal, tanto que na SpeedMaster, o aluno conta com o módulo Master, para aprimorar sua pilotagem em qualquer moto; e o Racing, voltado exclusivamente para competições.
    Foto: arquivo pessoal / divulgação

    Foto: arquivo pessoal / divulgação


    Porém, com novas escolas surgindo, novos desafios vêm junto. “No começo de tudo não tive muita dificuldade, mas hoje surgiram muitas escolas, nem sempre com instrutores capacitados e isso sim trouxe alguma dificuldade, porque o consumidor brasileiro ainda vê muito o preço, sem se informar mais sobre os instrutores. Além de instrutor de pilotagem eu sou professor de português no curso superior. Estamos falando de um profissional que não se limita a ensinar como fazer, mas porque fazer dessa forma! É duro para mim saber que tem cursos ministrados por pessoas sem instrução técnica nem intelectual”. Tite tem planos de expandir a atuação da SpeedMaster, mas ainda precisa de apoio de uma grande empresa. Também conta com o patrocínio da Pirelli e da Tutto.
    A grande novidade é a parceria que ele acaba de fazer com a ABTRANS, Academia Brasileira de Trânsito. A parceria com a ABTRANS surgiu por iniciativa do Ronaldo Guimarães, empresário e dono da marca HLX, que começou a pilotar moto há pouco tempo e sentiu que o trânsito de São Paulo não é para iniciantes. Depois de fazer alguns cursos de pilotagem ele achou que era hora de montar um novo conceito em formação de motociclista, uma espécie de pós-graduação da moto-escola.
    “A formação atual do motociclista é ridícula e o exame é feito num ambiente fechado, sem falar nos conceitos equivocados de pilotagem. A nossa proposta é levar o conhecimento certo e a segurança no ir e vir do motociclista. Nossa meta são os motociclistas que estão comprando moto para fugir do sufoco do transporte público. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro estão entre as piores do mundo no quesito mobilidade urbana. Tem pessoas que gastam de duas a quatro horas para ir e voltar do trabalho. Se pudesse usar a moto com segurança esse tempo cairia 75%. Imagine economizar duas horas por dia! São 10 horas por semana e 50 horas por mês! Esse tempo pode ser usado para estudar, cuidar da saúde, lazer ou ficar com a família. Isso é qualidade de vida e é isso que queremos levar aos futuros donos de moto”, finaliza.
    Por Amanda Gelumbauskas
    Colaboração para o MMB

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