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  • Post por // dezembro 2, 2013

    O executivo divide seu tempo entre a pista e o escritório. Confira a entrevista que ele deu ao MMB sobre o universo das duas rodas, startups e empreendedorismo. 
    A personalidade do mês do MMB de dezembro divide o seu tempo entre a pista e o escritório. Trata-se de Jimmy Peixoto, fundador

    Foto: Arquivo Pessoal
    Foto: Arquivo Pessoal

    do Piggme, uma plataforma de social-commerce que proporciona uma maneira inovadora de comprar, ajudar e se divertir, onde membros tem acesso a lançamentos, produtos com desconto e exclusivos.
    Formado em Contabilidade pelo LDS Business College (EUA) e Economia pela BYU – Brigham Young University (EUA), o executivo tem passagens por diversas empresas norte americanas e brasileiras, com 10 anos de vivência internacional, incluindo Silicon Valley. Desde seu retorno dos EUA em 2009, foi gerente comercial do Goorila.com.br, onde criou o primeiro clube de compras empresarial do Brasil, em seguida ocupou a posição de gerente de marketing dos portais Guia da Semana e ObaOba, no Grupo RBS e gerente geral do Guia no Motel e ObaOba Ingressos, também do Grupo RBS. Em sua última posição, foi diretor geral da SaferTaxi no Brasil, onde realizou turn around completo e em apenas 9 meses posicionou a empresa entre as 3 maiores do segmento no País.
    Tudo isso e com apenas 34 anos de idade. Ele é brasileiro, casado, pai da Melissa, de 10 anos, e do Lucas, de 7, e apaixonado por motos e grandes carros. Inclusive, foi nos Estados Unidos, há cinco anos,  que ele tirou sua habilitação de motociclista. Confira abaixo a entrevista com o Jimmy, onde ele fala sobre o universo de motos, startups e empreendedorismo.
    MMB: Quando a motocicleta entrou em sua vida?
    Jimmy: Quando era pequeno meu pai sempre me falava de suas motos exóticas, como a Zundapp e a Triumph e isso despertou meu interesse.
    MMB: Qual foi o primeiro modelo que pilotou e qual é o seu modelo atual de moto preferido?
    Jimmy: Poxa, difícil lembrar, mas acredito que tenha sido uma Honda Biz. Gosto muito de Choppers, como OCC ou BigBear. Como no Brasil as Choppers de fábrica praticamente não existem, a moto que mais gosto atualmente é a Harley Davidson Night Rod.

    Foto: Arquivo Pessoal
    Foto: Arquivo Pessoal

    MMB: Como empresário, qual sua relação com a motocicleta? Como ela ajuda, por exemplo, a fugir do estresse das competições empresariais?
    Jimmy: Infelizmente em São Paulo, onde vivo, é muito complicado curtir motos no dia a dia, especialmente porque gosto de motos mais encorpadas, mas enquanto morava nos EUA eu fui muito de moto para o trabalho e com certeza, não querendo fazer um comentário clichê, a moto te liberta. O simples fato de manter o equilíbrio te faz esquecer das tarefas rotineiras.
    MMB: Você já circulou pelo mundo como empresário, especialmente no Vale do Silício, berço da inovação tecnológica mundial. Foi nos Estados Unidos que você começou a pilotar motocicleta?
    Jimmy: A pilotar mesmo sim, sou de São Paulo, então qualquer experiência urbana em duas rodas não passa de uma briga pela sobrevivência, e sua paixão se torna uma mera opção de transporte. Ter morado fora me permitiu acesso a lugares e motocicletas que dificilmente teria a oportunidade de usufruir no Brasil.
    MMB: Assim como as grandes empresas em seu currículo, você já pilotou grandes máquinas por aí? E em algum

    Foto: Arquivo Pessoal
    Foto: Arquivo Pessoal

    lugar especial? 
    Jimmy: Eu pilotei uma CBR 600 para o trabalho por alguns meses, o que foi bem legal. Mas duas máquinas que adorei pilotar foram a Ducati 1098 e a MV Agusta F4 1000S, pois além de motos, sou aficionado por carros, especialmente Italianos e estas representam muito bem a Itália sobre duas rodas. O simples fato de pilotar para o trabalho vislumbrando as enormes montanhas de Utah, fez do meu percurso diário um lugar especial.
    MMB: Quando você sentiu que tinha feeling para os negócios? Sempre imaginou tornar-se um executivo de sucesso?
    Jimmy: Aprendi o valor de trabalhar duro com meus pais. O trabalho duro e os desafios sempre me motivaram a resolver problemas e a ser criativo, características que ajudaram a me desenvolver como profissional. Tive a oportunidade de morar nos EUA por muito anos, sendo que nos dois primeiros servi como missionário Mórmon, e mais para frente pude empreender por lá, o que com certeza me ajudou a aprimorar meu feeling de negócios. Me julgo um homem de sorte, pois existem executivos muito melhores do que eu e sou grato pelas experiências que tive ao longo de minha vida.
    MMB: Quais empreendedores de tecnologia te inspiram?
    Jimmy: Todos os que um dia já foram chamados de loucos e visionários (risos). Porém, o Bill Gates tem sido fonte de inspiração por diversas razões, especialmente pelo fato de que depois de ter vivido uma vida executiva excepcional, hoje foca em ajudar a quem precisa. Isso me inspira e faz parte do modelo de negócio atual de nossa empresa.
    MMB: Qual foi a experiência que adquiriu no Vale do Silício e qual é o segredo dessa região? É possível comparar a rede de empreendedorismo digital no Brasil, América Latina e Vale do Silício?
    Jimmy: Como executivo, fui para montar uma empresa de distribuição de uniformes escolares para, na época, o chefe de estratégia global da PayPal. Com este projeto abrimos a sede em São Francisco e expandimos a operação para 3 estados em 6 meses. Acho que o segredo está na colaboração. As startups se conversam, o governo local se preocupa com inovação, e todos compartilham da mesma vontade de criar e inovar, isso ajuda muito. Hoje muito mais do que antes, mas o teto no ecossistema do empreendedorismo digital no Brasil ainda é baixo. As iniciativas são boas e o mercado está melhorando como um todo, mas ainda há muito o que se fazer. Porém, acredito que a assertividade do empreendedor brasileiro é melhor do que a do de fora, o que unido ao acesso a informação e criação de novas ideias, faz do Brasil um dos mercados mais promissores da América Latina.
    MMB: Como surgiu a ideia do Piggme e como está a evolução do negócio hoje? E qual a importância do Brasil para o Piggme?
    Jimmy: A ideia nasceu de uma experiência que tive cinco anos atrás enquanto morava nos EUA. Certa noite saí para jantar com um grupo de amigos e acabei exagerando um pouquinho (risos). Comi demais e passei muito mal! Porém, apesar de não me sentir bem depois de minha demasia, eu estava feliz por ter me divertido com meus amigos e faria tudo de novo! Ou seja, eu estaria disposto a passar mal de novo para estar com meus amigos novamente! Foi então que eu tive a ideia de criar um site que pudesse agregar valor real aos meus amigos. Um site onde pudéssemos comprar, ajudar e se divertir! O Piggme está crescendo muito e nos últimos 25 dias, tempo que o Piggme está no ar, já temos mais de 130.000 Likes em nossa página no Facebook, vendemos e entregamos perto de 1.000 produtos em todo o Brasil e milhares de usuários registrados já usufruem do benefícios do Piggme. Chegamos a debater se o Piggme deveria ser lançado no Brasil ou fora. Porém, somos brasileiros e queremos ser reconhecidos como uma startup brasileira. Validar um conceito no Brasil não é uma tarefa fácil, então se acertamos no Brasil, temos uma boa base de conhecimento para operarmos fora.
    MMB: Nos últimos anos, o Brasil tem passado por um boom de startups. Como você vê esse cenário hoje? 
    Jimmy: Acho que está apenas começando. Aqueles que falam que tudo já foi inventado sempre são provados contrários. Ainda existem muitas oportunidades a serem exploradas e o Brasil está sendo bem visto por investidores, então agora é um bom momento para pensar fora da caixa. Mas fica a dica, não foque somente no aspecto lúdico de seu negócio, saiba defender suas linhas de receita. Os investidores estão mais cautelosos e aversos ao alto risco, portanto não tenha apenas um discurso comercial, se informe e venda sua ideia com propriedade.
    MMB: Quais foram os maiores desafios e qual é o balanço que você faz de sua carreira, de sua experiência até hoje?
    Jimmy: Acredito que a decisão do que realmente queria fazer foi o mais difícil. Além disso, conquistar a confiança do mercado enquanto ainda jovem requer dias longos, trabalho dobrado e muito sacrifício, o que me fez perder muito cabelo e ganhar uns quilinhos (risos).
    MMB: Como é o Jimmy nas horas livres, entre família, amigos? O que mais gosta de fazer? É possível comandar uma startup (sabemos que se trabalha muito em uma) e conciliar momentos de lazer? 

    Foto: Arquivo Pessoal
    Foto: Arquivo Pessoal

    Jimmy: Quando se faz o que gosta, na minha opinião o trabalho vira lazer. Os que me rodeiam já esperam falar de negócios comigo, especialmente porque o Piggme é um social commerce baseado no relacionamento com amigos, então fica muito difícil separar os assuntos. Mas também gosto muito de assitir filmes deitado com minha familia no chão da sala comendo pipoca!
    MMB: Para finalizar, quais são os seus planos para 2014? Vem novidade por aí?
    Jimmy: O Piggme, apesar de ter pouco tempo de vida, está recebendo muita atenção tanto no Brasil como fora. Estamos crescendo muito rápido e superando todas as nossas expectativas até agora. Com certeza temos planos de expandir nossa operação e vamos lançar nossa versão mobile no início de 2014. 
    Bate e Volta
    A rota ideal: O Cannyon na I15 entre St George e Mesquite sentido Las Vegas
    A máquina dos sonhos: Uma chopper soft tail completamente personalizada com motor S&S e pneu traseiro 300 🙂
    Uma moto inesquecível: CRB 600 – minha escudeira de trabalho.
    Uma garupa: Minha esposa, é lógico 🙂
    A velocidade certa: A que mantenha a emoção de pilotar sem que eu deixe de apreciar o cenário à minha volta.
    Jimmy quando pilota uma moto: Muito cuidadoso pois quero continuar brincando de hotweels com meu filho.
    Sua mensagem aos fãs, seguidores e aos motonautas: Nunca deixe que ninguém diga que não é capaz, mas claro, seja humilde e aprenda com quem já chegou onde você quer chegar.
    Por Amanda Gelumbauskas e Benê Rodrigues
    Colaboração para o MMB

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