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  • Post por // março 15, 2013

    Minas Gerais tem mais um motivo a comemorar. Os principais nomes do maior da competição podem ser presença garantida no estado pelos próximos anos.

    Foto: Divulgação


     
    A construção do maior complexo de esporte a motor da América Latina, projeto AI Curvelo – Cidade Motor, ainda não começou, mas, Minas Gerais tem mais um motivo a comemorar. Valentino Rossi, Jorge Lorenzo, Dani Pedrosa e os principais nomes do maior campeonato de motos do mundo, o Moto GP, podem ser presença garantida no estado pelos próximos anos.
    O fato é que esta semana, o grupo que gerencia o projeto recebeu do presidente da Confederação Brasileira de Motociclismo, Firmo Alves, a confirmação de que o estado pode sediar, já a partir de 2014, a volta da etapa brasileira que teve sua última edição no país em 2004, no extinto autódromo de Jacarepaguá.
    A notícia agitou os bastidores do governo de Minas Gerais e o início das obras podem começar imediatamente, uma vez que essa é a condição imposta pela entidade à cidade de Curvelo, para manter a prioridade e preferência. O caráter de urgência pode ser utilizado para agilizar as aprovações necessárias.
    “O Moto GP é transmitido para 207 países, possui audiência e público maiores que a Fórmula 1” afirma o presidente da CBM em seu comunicado. Para Flávio Bergmann, presidente do Brasil Esporte Motor Clube, novo nome do Moto Clube Dois Sete Três e idealizador do projeto “essa possibilidade é real e não vamos deixar escapar, a etapa é nossa. Pleiteamos um contrato longo. Em nosso cronograma esperamos tudo pronto pra 2015, mas com a ajuda do estado e do governo federal, não é impossível que estejamos aptos a receber a etapa em novembro de 2014, tudo vai depender muito dos próximos três meses”, disse o dirigente amparado pela sua equipe técnica.
    O desafio é grande, além da pista homologada e infra estrutura completa para receber um público aproximado de duzentas mil pessoas, o grupo ainda tem que construir 2 hotéis de luxo, para atender ao caderno de encargos dos promotores da categoria, que exigem também o pagamento de aproximadamente 20 milhões de reais pelos direitos de realização do evento.
    Bergmann garante junto à iniciativa privada a construção do complexo, que é 100% privado, mas ressalta que “para a realização do Moto GP é necessário a participação dos governos, pois, o retorno e fomento para eles é superior a 10 vezes ao investimento e é assim que funciona nos outros países”. Segundo reportagem do portal ESPN/Estadão, publicada em novembro do ano passado, o GP Brasil de F1 2012, gerou para São Paulo um retorno de 230 milhões de reais entre investimentos de empresas particulares e gastos de turistas que viajaram a cidade para o evento.
    O Moto GP tem proporções semelhantes à F1 e até maiores. A transmissão de TV ao vivo chega a atingir mais de 700 milhões de pessoas em mais de 240 milhões de domicílios alcançados. No evento, a média é de 150 mil pessoas acompanham cada etapa realizada, dos quais 75% possuem entre 16 e 35 anos e 70% são homens.
    Na Federação Internacional de Motociclismo (FIM), o projeto já foi entregue pessoalmente ao departamento responsável pela homologação de pistas, através do comissário internacional da CBM, Sr. Philippe Thiriet. “Estive semana passada com o dirigentes da FIM e entreguei o projeto. Eles aguardam a finalização do masterplan para emitirem o primeiro parecer sobre o circuito” afirmou Thirriet.
    Os próximos dias serão de muito trabalho para toda a equipe envolvida no projeto. Além de finalizar o Masterplan e os projetos necessários para o inicio das obras, o grupo já tem uma audiência marcada no Ministério dos Esportes em Brasília e também inicia uma série de reuniões com o governo de Minas. A expectativa é que seja assinado em breve um convênio entre as partes, para garantir o Moto GP no estado nos próximos anos.
    No Brasil, Flávio Bergmann, que assistiu no Rio de Janeiro a última etapa do Moto GP, acredita que o AI Curvelo terá capacidade de quebrar o recorde mundial de público, que gira em torno de 200 mil pessoas em uma única etapa. “Temos certeza e convicção que essa etapa em Minas Gerais é pra se quebrar recorde mundial numa corrida de motovelocidade” disse, relembrando que o país já possui esse recorde em uma corrida de motocross que aconteceu em Rondônia em 2003, numa etapa do Latino Americano, e mais recente em Brasília, no mundial de Freestyle, ambos com público superior a 100 mil pessoas.
    O projeto conta com o apoio e auxílio de diversas entidades e associações privadas e públicas, além do reforço de pilotos e especialistas, inclusive os maiores nomes da motovelocidade nacional, como Alexandre Barros, Philippe Braga Thiriet e Eric Granado, todos com grandes experiências em circuitos internacionais.

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