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  • Post por // julho 16, 2012

    Fator responsável pela crise vivida pelo setor é a maior seletividade e rigor enfrentado pelos consumidores para a liberação de crédito.
    O segmento de duas rodas registrou queda de 17,29% em junho no comparativo com maio. Foram emplacadas 123.966 unidades contra 149.885 motos, respectivamente. Em relação a junho de 2011, este setor apresentou uma retração ainda maior, de 23,38%. No acumulado do ano, a baixa fica em 8% – 848.530 ante 918.137 motos licenciadas no primeiro semestre de 2011. O principal fator responsável pela crise vivida pelo setor é a maior seletividade e rigor enfrentado pelos consumidores para a liberação de crédito.
    Dessa forma, a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) teve que recalcular as projeções para 2012. O setor de duas rodas deverá fechar o ano com queda de 3,2%, com 1.878.520 unidades comercializadas. No início do ano, a projeção para o segmento era de crescimento de 3,1% e vendas na casa dos dois milhões de unidades.
    No geral, o endividamento das famílias ainda é um fator preocupante para o resultado de todo o setor este ano. Segundo dados divulgados pela MB Associados, as Classes D e E usam 88% de sua renda para seus gastos fixos e, como a maioria compromete mais de 30% da renda na parcela de um veículo (carro e moto), a situação leva à inadimplência que, em maio, chegou a 6,1%. Segundo a Fenabrave a curva da inadimplência já sinalizou uma reversão em junho, que deverá se acentuar a partir de julho. “Com a falta de crédito, atualmente, apenas 17% das fichas cadastrais são aprovadas neste segmento”, explica Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave.
    Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo (associação que reúne os fabricantes de motos), segue a mesma linha de raciocínio. “O comprador de motocicletas é, em sua grande maioria, das classes C, D e E, muitas vezes com dificuldades para a comprovação de renda e alto índice de endividamento. Hoje, de dez fichas cadastrais enviadas ao agente financeiro, oito são recusadas”. Fermanian diz ainda que o perfil padrão do comprador de motocicleta sofre diretamente o impacto da seletividade, “já que as condições atuais de financiamento, com entrada de 20% e número de parcelas reduzidas, já dificultam, por si só, as vendas”.
    Fenabrave e Abraciclo até tentam pressionar as autoridades e sensibilizar os agentes financeiros, mas em curto prazo não há nenhuma luz no final do túnel e o mercado de duas rodas pode voltar a patamares de 2010, ano em que foram licenciadas 1.803.864 unidades. Ou seja, a luz vermelha está acesa, o que e aumenta o temor de que as montadoras comecem a demitir no Polo Industrial de Manaus (PIM) por reflexo das baixas vendas e produção. Atualmente, o setor de duas rodas emprega 20 mil pessoas na região.
    Mercado Premium
    Hoje, o mercado brasileiro de duas rodas vive momentos distintos. O bloco formado por motos de até 150cc, que corresponde a praticamente 90% de todas as motocicletas vendidas no país, vem passando por uma séria crise. Já o grupo formado por modelos Premium, acima de 600cc, que representa cerca de 2% do volume total de motos emplacadas, vive um bom momento, com vendas em alta. Neste nicho, o consumidor com maior poder aquisitivo têm na moto de alta cilindrada seu principal hobby. “Neste segmento Premium o volume de vendas é bastante significativo. Estamos entre os maiores mercados consumidores do mundo”, explica, afirma Marcos Fermanian, da Abraciclo.
    Neste setor de motos de maior valor agregado, Kawasaki, BMW e Harley-Davidson merecem destaque. A marca bávara emplacou 3.356 motos no acumulado de janeiro até junho. No mesmo período a norte-americana H-D licenciou 3.229 motos. Já a nipônica Kawasaki emplacou no total 4.684 motos, mas temos que descontar as 1.787 unidades da Ninja 250R. Assim, no mercado Premium a montadora japonesa vendeu 2.897 motos.
    Outra marca que vem ampliando sua participação no mercado é a MV Agusta. Em pouco mais de seis meses a marca italiana teve crescimento 30% superior ao alcançado nos quatro anos em que as motos foram importadas. Por meio de uma parceria com a Dafra, a marca italiana retornou oficialmente ao Brasil em 2011 e monta três de seus modelos em Manaus (AM). Entre dezembro do ano passado e início de julho, a MV Agusta ultrapassou as 200 unidades emplacadas – entre a superesportiva F4 e as nakeds Brutale 1090 R e Brutale 1090 RR, sendo que a F4 responde por quase 60% dos emplacamentos da marca italiana.
    Ranking das montadoras
    No ranking das montadoras, a Honda segue na liderança absoluta com 674.164 unidades emplacadas no primeiro semestre, o que representa 79,44% de todas as motos comercializadas no país. A marca nipônica é seguida por Yamaha (90.973 / 10,72%), Suzuki (18.807 / 2,22%), Dafra (17.406 / 2,05%) e Kasinski (12.799 / 1,51%).

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