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  • Post por // outubro 5, 2011
    Confira a entrevista com o maior e mais experiente piloto brasileiro sobre duas rodas e que neste mês de outubro completa 41 anos.
    A trajetória

    Incentivado por sua família, a carreira cedo. Aos oito anos foi campeão de minibikes. Tornou-se campeão brasileiro de 50cc e, em 1985, de 250cc. Em 1986 veio a carreira internacional pelo Mundial de Motovelocidade na categoria 80cc. Nos anos 90, estreou na categoria máxima, a 500cc, tornando-se o mais jovem piloto na categoria aos 20 anos. Sua última temporada foi em 2007, na MotoGP,  por uma equipe satélite da Ducati, a Pramac d’Antin, onde obteve um pódio, o 3º.lugar no Grande Prêmio da Itália, em Mugello. A última corrida como profissional foi em Valência, quando terminou em sétimo lugar.
    Alex também teve um importante reconhecimento em sua carreira: foi o primeiro piloto brasileiro a ganhar um mundial e entrar para o Guiness Book, o livro dos recordes. “Foi um acontecimento que eu não esperava, mas que acabou acontecendo. Eu apenas pensava em querer fazer o melhor. Foi uma honra”, relembra o piloto que tem como moto favorita uma BMW S1000 RR.
    Um fato curioso em sua trajetória aconteceu em 1986, quando Alex foi para a Espanha e precisou mentir a idade para disputar o Campeonato Mundial de 80cc. “Meu pai teve que assinar um papel dizendo que eu tinha 16 anos porque eu só tinha 1, 65 de altura e era permitido correr com 16. E tudo o que aconteceu foi maravilhoso. Foi a realização de um sonho. Subi um degrau na minha carreira e fiquei muito emocionado de estar lá”, conta.
    Aos 19 anos Alex já competia no Campeonato Mundial de Motovelocidade e teve conquistar seu espaço entre os mais experientes. “Tive que procurar meu respeito porque quando você é novo você toma muita cotovelada. E o que eu fiz foi ganhar o respeito… na pista. Quando você é muito novo você precisa ganhar experiência e quem já é mais veterano, muitas vezes, age de maneira não competitiva”, lembra.
    Entre os ídolos estão Tucano e Denísio Casarini, no Brasil e, no exterior, se espelhava em Kenny Roberts, o pai. Alex destaca que não tem preferência por pista e que gosta de correr em todas que têm oportunidade, pois se diverte com cada uma da melhor maneira. Ele aproveita para falar sobre o pódio mais marcante de sua carreira. “Na verdade, toda vez que a gente sobe ao pódio é inesquecível. Mas o primeiro é muito marcante. E o meu primeiro pódio foi em Kiaramas, em 1993. Essa foi a primeira vitória que me consagrou nas 500 cc. Mas todas sempre foram fortes e emocionantes. Cada uma é uma emoção diferente”.
    Alex também faz um balanço da sua carreira e se considera abençoado. “Ela tem sido muito boa. Eu queria um título mundial, mas não foi possível. Mas não tenho do que reclamar, sou muito abençoado. Faço o que gosto e consigo viver disso. Assim como em qualquer atividade ou situação na vida, tem momentos alegres e tristes.”
    Ao avaliar o cenário das competições brasileiras sobre duas rodas hoje, Alex comenta sobre empenho de criar o Desafio Internacional de Supermoto no Brasil, que reúne os melhores pilotos nacionais das categorias Moto Cross, Motovelocidade, Enduro e SuperMoto, além dos internacionais da Moto GP. “Nós lançamos um campeonato justamente para melhorar o nível dos pilotos, porque o Brasil ainda não forma pilotos para exportar. E esse campeonato vai dar condições aos pilotos e para as equipes para quando estiverem no nível ideal, serem exportados.” Para tanto, a competição tem transmissão da RecordNews, Record Internacional, Portal R7 e a rádio Jovem PanFM.
    Riding School
    Alex Barros também é o responsável pela criação, em 2009, de uma das maiores escolas de pilotagem do Brasil, a Riding School. Por lá já passaram mais de mais 1.400 alunos desde a fundação. Atualmente, o curso só é ministrado em São Paulo, mas há estudos para atender outros estados como Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília, onde a demanda e procura são maiores. As próximas aulas acontecerão em março de 2011.
    A decisão de partir para a educação surgiu quando os índices de acidentes de moto estavam aumentando e o mercado de motos de 600 cilindradas, então pequeno, começou a vender e a produzir mais. Essa foi uma das principais razões para o piloto contribuir com a segurança sobre duas rodas.  “Minha preocupação foi contribuir com educação e ensinar os pilotos brasileiros, porque isso ocorreu na Espanha e na Itália há 20 ou 30 anos. O piloto compra moto de alta cilindrada e quer usar a potencia do motor nas ruas, avenidas ou estradas, mas precisa saber reagir e ter reflexos imediatos, isso só se aprende sabendo pilotar com segurança”, diz Barros.
    Alex explica que o público brasileiro é difícil de trabalhar e que não foi fácil iniciar um curso de pilotagem no País. “Nem todos aqui aceitam de imediato a proposta que a escola quer passar. A aceitação é diferente em relação ao do cidadão europeu. Por exemplo, uma escola na Espanha não teria tanta dificuldade porque o motociclismo, a competitividade nesse tipo de esporte é tradicional e as informações chegam ao público desde a infância. Por isso eles aceitam que é preciso conhecer a máquina, o que ela oferece e como deve ser usada. Apesar disso, temos obtido ótimos resultados que demonstram que a proposta está sendo aceita e os pilotos estão aderindo. Foram dois anos de atividades até que e escola embalasse de vez. Agora o público entende que, apesar do prazer de pilotar, a segurança é tão ou mais importante que esse prazer. Ainda temos muito a fazer para mudar esse pensamento. Muita gente ainda não entende, ainda é muito relutante”.
    Fora das pistas
    Quando não está no comando de suas motos, Alex é caseiro e bem família. Pai de Lucas, ele conta como se sente ao ver o filho seguindo seus passos no esporte: “é difícil de aceitar porque a última vez que ele andou de moto até teve um acidente, e claro, isso sempre preocupa, especialmente por saber como é e quais são os riscos das pistas. Tenho que fazer um sacrifício. Se o Lucas decidir em ser piloto, independente dos perigos, essa será a decisão dele. Vou apoiá-lo”, finaliza.
    Bate e Volta com ALEX BARROS:
    Sua Mania de Moto: diversão
    Rota ideal: uma pista
    Máquina dos sonhos: com a que tenho hoje (BMW S 100 RR)
    Moto inesquecível: minha primeira, um modelo 202 Imrira Moto Quatro Tempos e uma Honda 1000 RCV 211
    Ídolo sobre duas rodas: Valentino Rossi
    Quem levaria na garupa: minha mulher, Erika
    Uma curva: Emoção
    Alex Barros quando pilota uma moto: casamento
    Sua mensagem aos fãs e aos motonautas: nunca desista de seus sonhos, por mais que as pessoas sejam contrárias a eles.
    Amanda Gelumbauskas e Patrícia Gattone – Colaboração para o MMB
     

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